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Óleo de cozinha despejado na rede de esgoto pode virar combustível

Criado em Segunda, 21 Fevereiro 2011 10:57
Mais de 50 milhões de litros de óleo de cozinha provenientes de Fortaleza e RMF param na rede de esgoto

     Cerca de 52 milhões de litros de óleo decozinha são jogados, todo ano, na rede de esgoto, o que equivale a 93%do total de óleo gerado na RMF. O volume foi levantado por um estudofeito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) a pedido da Companhia deÁgua e Esgoto do Ceará (Cagece). A prática de despejar óleo na rede deesgoto ocasiona constantes obstruções, provoca a formação de detritossólidos e incrustação nas paredes da tubulação, aumenta do risco depoluição de cursos de água e eleva o custo final no tratamento dosefluentes.
     Para resolver esses problemas, a Cagece e aUFC estão estudando o aproveitamento de óleo de cozinha comomatéria-prima para a geração de biocombustível alternativo. Além dediminuir os problemas na rede de esgoto, a ação resolveria problemasambientais e ainda iria gerar renda a famílias cearenses.
     Segundo o estudo da Cagece, é possível obteraté 4,7 milhões de litros de óleo por mês na Região Metropolitana deFortaleza, 65% destes só no município de Fortaleza. Se vendido, o óleotratado produzido na RMF poderia movimentar até R$ 9 milhões porano.
     Os resultados da análise indicam que mais de46% do óleo gerado em residências em Fortaleza são jogados no esgotocontra 18% da área comercial. A maior concentração da geração de óleopor mês em cozinhas industriais provém dos seguintes bairros: Centro,Meirelles e Aldeota, gerando, respectivamente, 44.162 litros (l),42.975 l e 14.483 l. No setor residencial, destaca-se a alta produçãopor mês na Granja Lisboa, com 117.624 l, e Aldeota, com 35.047 l. Já osbairros com maior incidência de direcionamento do óleo residual para oesgoto são Mondubim, Vila Velha, Barra do Ceará e Jangurussu,destinando, respectivamente, 88.730 l, 38.956 l, 34.971L e 30.051 l àrede de esgoto. Verifica-se então que o setor residencial produz maisóleo que o setor comercial, necessitando de um extenso trabalho deeducação ambiental e de políticas de incentivo ao bom direcionamento doóleo residual.
     Desde o final de 2010, a Cagece passou adistribuir coletores caseiros para óleo de cozinha entre seusfuncionários. O óleo coletado em casa é levado até a unidade daCompanhia e de lá segue para a Usina de BioDiesel de Quixadá.

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