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Óleo de cozinha despejado em esgoto pode virar combustível

Criado em Sexta, 16 Setembro 2011 11:02

Mais de 50 milhões de litros de óleo de cozinha provenientes de Fortaleza e RMF param na rede de esgoto.

Cerca de 52 milhões de litros de óleo decozinha são jogados, todo ano, na rede de esgoto, o que equivale a 93%do total de óleo gerado na RMF. O volume foi levantado por um estudofeito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) a pedido da Companhia deÁgua e Esgoto do Ceará (Cagece). A prática de despejar óleo na rede de esgoto ocasiona constantes obstruções, provoca a formação de detritossólidos e incrustação nas paredes da tubulação, aumenta do risco depoluição de cursos de água e eleva o custo final no tratamento dosefluentes.

Para resolver esses problemas, a Cagece e a UFC estão estudando o aproveitamento de óleo de cozinha como matéria-prima para a geração de biocombustível alternativo. Além dediminuir os problemas na rede de esgoto, a ação resolveria problemas ambientais e ainda iria gerar renda a famílias cearenses.

Segundo o estudo da Cagece, é possível obteraté 4,7 milhões de litros de óleo por mês na Região Metropolitana de Fortaleza, 65% destes só no município de Fortaleza. Se vendido, o óleo tratado produzido na RMF poderia movimentar até R$ 9 milhões por ano.

Os resultados da análise indicam que mais de46% do óleo gerado em residências em Fortaleza são jogados no esgoto contra 18% da área comercial. A maior concentração da geração de óleo por mês em cozinhas industriais provém dos seguintes bairros: Centro, Meirelles e Aldeota, gerando, respectivamente, 44.162 litros (l),42.975 l e 14.483 l. No setor residencial, destaca-se a alta produçãopor mês na Granja Lisboa, com 117.624 l, e Aldeota, com 35.047 l. Já osbairros com maior incidência de direcionamento do óleo residual para oesgoto são Mondubim, Vila Velha, Barra do Ceará e Jangurussu, destinando, respectivamente, 88.730 l, 38.956 l, 34.971L e 30.051 l àrede de esgoto. Verifica-se então que o setor residencial produz mais óleo que o setor comercial, necessitando de um extenso trabalho de educação ambiental e de políticas de incentivo ao bom direcionamento do óleo residual.

Desde o final de 2010, a Cagece passou a distribuir coletores caseiros para óleo de cozinha entre seus funcionários. O óleo coletado em casa é levado até a unidade da Companhia e de lá segue para a Usina de BioDiesel de Quixadá.

Assessoria de Imprensa da Cagece

Sabrina Lemos (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo./ (85)3201.1826/ 8878.8932)


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