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Controle de qualidade da água fornecida ao cliente


A qualidade da água produzida e distribuída num sistema de abastecimento público resulta do somatório dos esforços concentrados ao longo da cadeia de produção. Inicia-se com a escolha da fonte da matéria prima (manancial) e passa pelas fases de projeto, execução, operação e manutenção dos processos produtivos e distributivos do sistema, tendo como suporte uma gestão ágil e integrada.

A estes processos agregam-se uma série de atividades que visam a, essencialmente, manter a conformidade aos padrões de potabilidade estabelecidos na legislação sanitária vigente de água potável.

Tais atividades constituem o balizamento necessário aos eventuais ajustes destes processos sempre que seu funcionamento conduzir a uma qualidade diferente dos padrões estabelecidos. Basicamente, estas atividades são apoiadas e subsidiadas em dados laboratoriais de análises físico-químicas, bacteriológicas e hidrobiológicas ao longo dos processos produtivos e distributivos da água.

Nos sistemas operados pela CAGECE, o controle de qualidade do produto segue as seguintes diretrizes:


I – Sistemas do interior

Todos os sistemas produtores com Estação de Tratamento de Água (ETA) dispõem de um pequeno laboratório, onde a cada duas horas são colhidas amostras da água bruta e tratada para análise, de forma a ajustar o processo de tratamento para adequar as características físicas, químicas e bacteriológicas da água bruta ao padrão de potabilidade.

Cada unidade de Negócio do interior conta com um laboratório de médio porte que dá o suporte de controle de qualidade aos sistemas sob sua responsabilidade. Nele, a água tratada de cada um dos sistemas é monitorada semanalmente e, de acordo com a população abastecida, é realizado um número variável de amostras da água coletadas na rede de distribuição desses sistemas. Atualmente, qualquer sistema de abastecimento operado pela CAGECE, por menor que seja, tem sua água de distribuição analisada pelo menos uma vez por semana, em relação à suas características físico-químicas e bacteriológicas, além do monitoramento em três turnos do cloro residual.

O controle de algas cianofíceas, cianotoxinas e bioensaios de toxicidade nos sistemas que se utilizam de mananciais superficiais é feito regularmente com o apoio do Laboratório Central da CAGECE.

Até o mês de julho de 2005, a CAGECE deverá estar apta a cumprir integralmente as exigências da Portaria 518/04/MS em relação à bacteriologia, pH, turbidez, cor e cloro residual em todos os seus sistemas de abastecimento de água do interior.


II – Sistema da Região Metropolitana de Fortaleza

O sistema de abastecimento de água potável da Região Metropolitana de Fortaleza inclui as seguintes localidades: Fortaleza, Maracanaú, Pedras, Caucaia, Eusébio e parte da localidade de Pacatuba.

Nele, todas as exigências operacionais e de monitoramento da qualidade da água produzida e distribuída estabelecidas pela legislação são rigorosamente cumpridos, envolvendo atenção especial ao manancial, tratamento, reservação e distribuição.

Assim, na distribuição e reservação, diariamente são coletadas cerca de 50 amostras de água para análises físico-química e bacteriológica (para a detecção de coliformes totais, E. coli e bactérias heterotróficas).

As amostras são criteriosamente coletadas de forma a assegurar o estado de controle e segurança sanitária, através de um cadastro de 3000 pontos de coleta, cuja seleção envolve a combinação de critérios de abrangência temporal, espacial e pontos estratégicos, entendidos como uma distribuição uniforme das coletas ao longo do tempo em locais próximos a grande circulação de pessoas (colégios, terminais rodoviários, terminais ferroviários etc.) ou edifícios que alberguem grupos populacionais de risco (hospitais, creches, asilos, etc.) e em trechos vulneráveis do sistema de distribuição (pontas de rede, pontos de queda de pressão, locais afetados por manobras, trechos sujeitos à intermitência de abastecimento, reservatórios, etc.), além de pontos genéricos.

Semanalmente são processadas análises de identificação e quantificação de fitoplâncton, bioensaio de toxicidade e monitoramento de cianotoxina (microcistina) na água bruta e tratada. E, semestralmente, é monitorada a presença de metais e substâncias orgânicas que representam risco à saúde.

A água distribuída na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) recebe a adição de flúor desde junho de 1989. Utiliza o procedimento universal e faz rigoroso controle de residual de flúor, a cada duas horas na Estação de Tratamento do Gavião (ETA) e diariamente no Laboratório Central.

Desta forma, a CAGECE fornece uma água tratada, segura e fluoretada, cabendo aos seus usuários a manutenção da sua qualidade após o recebimento, conservando os reservatórios domiciliares (caixas e cisternas) bem vedados, lavados e desinfectados, pelo menos, a cada seis meses.

 




RELATÓRIO ANUAL 2007 SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA DISTRIBUIDA:




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